terça-feira, 21 de março de 2017

Música medieval e renascentista no “Tavira, Património e Artes”

No âmbito do programa “Tavira, Património e Artes” decorre, no dia 25 de março, pelas 21h30, na Ermida de Santa Ana, o concerto de música medieval e renascentista Ensemble Diferencias.
Sara Ponte (flautas), Susana Moody (contralto, viola de gamba e percussões), Nuno Vasconcelos (vihuela), Filipe Simões (percussões), e Gonçalo do Carmo (gaita-de-foles, flautas e percussões) apresentam o seguinte programa: 
  • V Estampida Real – anónimo
  • Como poden per sãs culpas - Cantiga de Santa Maria 166
  • Stella Splendens - Livro Vermelho de Montserrate
  • Mia hermana - M. Codax
  • Ductia – anónimo
  • Polorum Regina - Livro Vermelho de Montserrate
  • Muitos que pelos pecados que fazem - Cantiga de Santa Maria
  • Danse de Cleves – anónimo
  • La Vida y la Muerte juntas – anónimo
  • Recercada Ottava - D. Ortiz
  • Passacalli della vita - S. Landi
  • A Ground - G. Finger
  • Paseavase el Rey Moro - L. de Narváez
  • Alta, la Spagna - F. De la Torre
  • Senhora del Mundo – anónimo
  • Flow my tears - J. Dowland
  • Puestos estan frente a frente - anónimo
Na Idade Média, os instrumentos musicais mais utilizados na prática diária eram associados à música profana, sendo os mais comuns, na família das cordas, a lira romana, a harpa medieval, o vilelle/fiedel, o organistrum, o saltério e o alúde, enquanto nos sopros destacavam-se as flautas, as charamelas, as trombetas e as gaitas-de-foles. A percussão marcava o tempo do canto e da dança com tambores variados e, na igreja, tocava-se, apenas o órgão.
Jograis, menestréis, trovadores e troveiros entoavam monodias acompanhados por estes instrumentos.
O movimento trovadoresco desenvolveu-se, em Portugal, com Martim Codax nos tempos de D. Sancho I e D. Diniz, havendo, neste tempo, uma grande produção musical, não só com canções mas também com poemas.
Afonso X de Espanha (avô de D. Diniz) compilou as 400 canções de Santa Maria no séc. XIII, emblemáticas da música trovadoresca na Península Ibérica, em galaico-português (e não em castelhano), destacando-se, em Portugal, D. Sancho I, D. Diniz e Martim Codax como os maiores trovadores.