quarta-feira, 10 de agosto de 2016

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO POETA PARDAL EM QUARTEIRA

Nos dias 16 e 18 de agosto, a Câmara Municipal de Loulé e a Junta de Quarteira prestam homenagem ao Poeta Pardal, poeta popular desta freguesia, no âmbito do Centenário do seu nascimento.

Assim, às 18h00 deste dia, decorre a cerimónia de descerramento da placa comemorativa desta efeméride, na Rua Poeta Pardal. Pelas 19h00, no Pólo da Biblioteca Municipal (Largo do Mercado), será lançada a reedição de “Em cima do Mar Salgado”, da autoria do poeta.

Já no dia 18 de agosto, pelas 22h00, na Praça do Mar, o público poderá visionar o documentário “Mau Tempo, Marés e Mudanças”, do realizador Ricardo Costa.

Manuel de Brito Pardal é um nome sobejamente conhecido em Quarteira, cidade onde nasceu em 16 de agosto de 1916.

Conhecido como o único poeta popular que foi pescador, Manuel Pardal terá, segundo Ruivinho Brasão, iniciado a sua atividade como pescador logo aos 10 anos: “Ele foi, nas «artes de arrastar», moço de encolher e, depois, calador. Entrou a governar a sacada e passou, mais tarde, aos tresmalhos. Ainda experimentou ausentar-se de Quarteira, para trabalhar no Galeão: mas afeiçoado à família, não parou por lá senão dez dias”.

O seu primeiro poema surgiu quando tinha 14 anos. Herdou do pai, Ernesto Pardal, o gosto pela poesia e pelo canto. Amante do fado, quando fazia poesia era para ser cantada. Usava no bolso uma gaita-de-beiços e fazia-se acompanhar de uma guitarra.

A sua poesia, de carácter repentista, versava sobre o mar, a faina, as parcas condições de vida, mas também sobre outras temáticas que revelam um homem que questiona a vida, a morte e um pouco de tudo aquilo que o rodeia.

Tendo Manuel Pardal como personagem central surge em 1976 o documentário/longa-metragem “Mau Tempo, Marés e Mudança”, do cineasta Ricardo Costa.

Em 1977 é publicada a obra “Em cima do Mar Salgado”, que reúne poemas do Poeta Pardal recolhidos e selecionados por José Ruivinho Brazão.

Manuel de Brito Pardal faleceu em 1984, sendo que em 1987 no largo com o seu nome foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, nomeadamente um busto em bronze da autoria de Diamantina Negrão.