sábado, 5 de março de 2016

13º FESTIVAL MED ANUNCIA PRIMEIROS NOMES E CONFIRMA QUALIDADE ARTÍSTICA E DIVERSIDADE CULTURAL EM 2016

Dubioza Kolektiv (Bósnia e Herzegovina), Tinariwen (Mali), Emicida (Brasil), Hindi Zahra (Marrocos/França), Alo Wala (Dinamarca/Noruega/Estados Unidos), Ana Tijoux (Chile) e os portugueses António Zambujo, Capicua, Aldina Duarte e Isaura, são os primeiros nomes confirmados para a 13ª edição do Festival MED, anunciados esta quinta-feira, durante a apresentação do evento que decorreu na BTL – Feira de Turismo, em Lisboa. 

 Para participar neste momento com a Comunicação Social, juntaram-se duas das artistas que irão subir ao palco do MED nesta edição: Aldina Duarte e Isaura, duas vozes nacionais que manifestaram a sua satisfação por participar nesta iniciativa.

“Estou muito orgulhosa por fazer parte de um festival como o MED. Não só o festival tem a sensibilidade de trazer músicos novos, com um trabalho tão pequeno e recente como o meu, mas o próprio Município de Loulé tem uma sensibilidade diferente para dar todas condições aos jovens para fazerem música e porem cá fora a sua arte”, afirmou Isaura, uma das revelações da música nacional.

Já a fadista Aldina Duarte, falou da importância do Fado no contexto dos festivais de World Music espalhados pelo mundo. “Fico satisfeita porque a minha arte é considerada uma arte de matriz identitária muito forte, que espero que, para além de uma moda, seja uma consciência da importância da língua portuguesa, e que está mais uma vez representada num festival que pretende fundir em três dias a música do mundo inteiro, que representa a raiz musical de vários países e a sua possível derivação para formas de expressão mais atuais”, considerou

Assim, nos dias 30 de junho e 1, 2 e 3 de julho (este último o “Open Day”), a Zona Histórica de Loulé volta a receber um dos maiores festivais de World Music da Europa, numa edição que contará com o maior número de nações representadas: 19. No total serão 8 palcos, por onde vão passar 55 bandas com mais de 250 músicos, em 75 horas de música.

O alinhamento da 13ª edição do Festival MED continua a apostar na qualidade e diversidade artística, com nomes consolidados da cena internacional da World Music e artistas-revelação. A música nacional mantém-se também como uma das escolhas da organização.

Em termos internacionais, os Dubioza Kolektiv são uma das mais aguardadas atuações nesta 13ª edição. O agrupamento da Bósnia e Herzegovina apresentam uma musicalidade em que às sonoridades balcânicas fundem-se influências vindas dos quatro cantos do mundo: ska, punk, reggae, eletrónica e hip-hop. Considerada uma das mais populares bandas ao vivo na Europa Oriental, os Dubioza prometem “incendiar” o palco com muita festa à mistura.
De regresso a Loulé, após uma participação no Festival MED em 2007, os Tinariwen, grupo de músicos tuaregues do Deserto do Sahara, da região Norte do Mali, são um dos mais premiados projetos deste alinhamento. Em 2012, com o álbum “Tassili” conquistaram o prémio para Melhor Grupo na Songlines Music Awards, assim como um Grammy Award relativo ao Melhor Álbum de World Music. Com um estilo musical com raízes profundas nas sonoridades da África Ocidental, sobretudo da região do Rio Níger, a essência da sua música reside nas melodias e ritmos tradicionais do povo tuaregue, numa fusão com a música berbere do Norte da Argélia e a pop de países do Magreb.
                               
Das ruas de S. Paulo para Loulé, os Emicida (Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades Domino a Arte), um dos maiores nomes do hip hop brasileiro, vão juntar o nome do MED à lista dos alguns dos maiores festivais do mundo em que já atuaram: Coachella, Sónar ou South by Southwest. O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, único disco ao lado de inúmeras experiências musicais, confirmava em 2013 o seu talento no topo das grandes listas de melhores do ano no Brasil, incluindo na Rolling Stone, como melhor disco do ano. Emicida tem colaborado com diversos artistas desde Criolo a Caetano Veloso. Encontra-se neste 
Cantora, multi-instrumentista e atriz franco-marroquina, Hindi Zahara tem sido comparada a grandes vozes como Beth Gibbons, dos Portishead, Patti Smith ou Norah Jones. Conta com vários prémios como o prestigiado Prix Constantin, para melhor álbum (2010), melhor álbum de worldmusic nos Prémios Victoures de la Musique (2001 e 2016), e será mais uma artista com forte influência magrebina a pisar o palco do MED.
              
O projeto da Dinamarca, Noruega e Estados Unidos Alo Wala (que significa “provedora da luz” em Hindi e Bengali), é liderado pela rapper de Chicago, Shivani Ahlowali. O seu espetáculo acarreta a voz eletrizante de Alo Wala, a percussão de Julius Sylvest e os efeitos visuais hipnóticos de VJ Mad. Tendo vivido nos Estados Unidos, Índia, Guiné-Bissau, Espanha e Dinamarca, Shivani leva uma visão universal e profunda para estúdio. Quando o seu fluxo hipnótico se encontrou com a produção de Julius Sylvest & Copyflex, conhecidos pelo seu experiencialismo, desde as reinterpretações do Cumbia tradicional ao Gangsta Rap, foi criada uma banda sonora digna da idade móvel que poderá ser

Finalmente, a chilena Ana Tijoux, uma das MCs mais reconhecidas da América Latina, também se junta aos artistas internacionais premiados que este integram o alinhamento do Festival MED. Na sua música, o hip hop contemporâneo absorve influências de sons dos Andes, jazz e funk. Ana é conhecida por tratar de temas como pós-colonialismo, feminismo, ambientalismo e justiça social nas suas letras.

Venceu um Grammy Latino com uma colaboração com Jorge Drexler e o seu disco “Vengo”, de 2014, foi nomeado para melhor álbum latino de rock, urbano ou alternativo na última edição dos Grammys.

Ao nível dos nomes portugueses, este ano, António Zambujo, que nos últimos anos alcançou uma carreira internacional que lhe trouxe o estatuto de uma das maiores referências da cultura portuguesa, sobe ao palco do MED, depois de ter marcado presença na edição de 2011. O músico alentejano irá presentear o público com o seu novo álbum de estúdio, “Rua da Emenda”.

A rapper Capicua, um dos maiores talentos da nova música portuguesa e uma das incontornáveis artistas da sua geração, expoente máximo da atual música urbana de raiz eletrónica, está também confirmada no alinhamento do MED, prevendo-se que muitos dos seus seguidores, de todos os quadrantes e idades marquem presença neste concerto em Loulé.

Isaura é outra das presenças garantidas na Zona Histórica de Loulé. A cantora portuguesa deu nas vistas através da internet, com o tema “Useless”, reflexo dos territórios sonoros onde a artista parece querer movimentar-se, numa mistura de pop e eletrónica, ritmada e revivalista. É considerada um dos novos talentos da música portuguesa.

O Fado volta a estar em destaque no Festival MED. Em 2015, Carminho e Raquel Tavares foram as vozes que trouxeram a mais importante manifestação musical portuguesa a Loulé e desta vez Aldina Duarte terá a responsabilidade de representar o Fado neste festival. A “Voz Inteligente” como é conhecida pela sua singular capacidade interpretativa e pela sua personalidade artística, Aldina Duarte mantém, desde a edição do seu primeiro disco – “Apenas o Amor”, - em 2004, um público absolutamente fiel e abrangente.

Fusão cultural e preocupação ambiental

Mas não é só de música que se faz o Festival MED. Ao alinhamento musical de excelência na área da World Music, este evento passa também por uma fusão de manifestações culturais que vão desde a gastronomia às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, e muito mais, com um claro objetivo de divulgar as várias culturas do mundo.

Tendo o riquíssimo “palco natural” da Zona Histórica de Loulé como cenário, o tipicíssimo das casas e das ruas, o Convento Espírito Santo, a Igreja Matriz, os Banhos Públicos Islâmicos (descobertos durante escavações arqueológicas), e o Castelo, símbolo máximo do período árabe e medieval, que permitem um enquadramento perfeito para que o público viva o verdadeiro espírito do Mediterrâneo, este evento constitui também uma oportunidade para os visitantes apreciarem o património cultural da cidade com um outro olhar.

Este ano, cerca de 80 expositores de artesanato e produtos agroalimentares de vários cantos do mundo trazem o colorido às ruas da Zona Histórica de Loulé, onde diariamente 5 grupos de animação de rua irão interagir com o público.

Ao nível das artes plásticas, o programa conta com 4 exposições que vão estar patentes ao público em vários pontos do recinto, integradas na temática do MED, com destaque para a sempre surpreendente exposição de rua.

Outro dos atrativos deste festival será a gastronomia típica de diversos países que pode ser  apreciada nos vários espaços de restauração existentes, incluindo na típica Casa de Fado que ficará localizada nos Claustros do Convento, e onde o público poderás apreciar verdadeiros sabores de Portugal, ao mesmo tempo que os fadistas locais atuam. Durante o “Open Day”, dia de entrada livre (domingo, 3 de julho), a gastronomia será a principal atração do MED.

Associar a sustentabilidade ambiental a este evento tem sido, ano após ano, uma das preocupações da organização do Festival MED e este ano o público vai poder contar de novo com o Copo Ecológico, que tem permitido uma significativa redução do lixo acumulado durante os dias do festival.

Em 2016 será reeditada também a integração do MED no programa “Movimento Desperdício Zero”, contribuindo para despertar as pessoas e as instituições para a realidade do desperdício alimentar, para que esta atitude passe a fazer parte da cultura social. Durante o evento, todos os excedentes alimentares serão recolhidos no final da noite por voluntários da Associação Refood, de acordo com as condições de segurança e higiene alimentar exigidas, transportados e armazenados para serem distribuídos pelas instituições particulares de solidariedade social do Concelho de Loulé. Esta será uma das ações no terreno que a Câmara Municipal de Loulé irá promover para redirecionar para quem mais necessita os excedentes alimentares gerados durante os dias do festival.

O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, sublinhou que, apesar dos críticos, Imprensa e organização terem considerado a edição de 20015 como a melhor edição de sempre, “este ano a ambição é fazer ainda melhor”. “Estamos a trabalhar, com todo o know how acumulado ao longo dos anos, para fazer desta uma edição ainda melhor. Acreditamos que as bandas convidadas irão ajudar”, adiantou o autarca.

Já em 2017, Vítor Aleixo assegura serão introduzidas algumas alterações, mas o conceito e a filosofia do Festival manter-se-ão inalteráveis. “Gostaríamos de fazer um upgrade. É uma fórmula de sucesso mas queremos inovar”, disse ainda.

A 13ª edição do Festival MED tem como media partners a SIC Radical, o Blitz, a Antena 1 e a Antena 3, parceiros que irão continuar a contribuir para cimentar a projeção mediática do evento.

A pré-venda de bilhetes arranca esta quinta-feira, e os bilhetes estão disponíveis online em diversos pontos de venda, através da parceria com a BOL – Bilheteira Online, com os seguintes preços: Bilhete Diário - 10,00€, Bilhete Festival (acesso aos 3 dias de Festival) - 25,00€ e Bilhete Diário Família (2 adultos e 2 crianças até 16 anos) - 25,00€. No período de venda normal, os bilhetes terão os seguintes preços: Bilhete Diário - 12,00€, Bilhete Festival (acesso aos 3 dias de festival) - 30,00€ e Bilhete Diário Família (2 adultos e 2 crianças até 16 anos) -25,00€.

Os festivaleiros poderão acompanhar todas as informações sobre o evento através da  aplicação para samatphones nas plataformas IOS e Android.