segunda-feira, 16 de novembro de 2015

LOULÉ JUNTA-SE AO DEBATE “IGUALDADE DE GÉNERO: UM (NÃO) ASSUNTO NO SECTOR CULTURAL?”



No dia 19 de novembro, a Acesso Cultura retoma os seus debates, com o tema “Igualdade de género: um (não) assunto no sector cultural?”, em simultâneo nas cidades de Évora, Lisboa, Loulé e Porto. Em Loulé o debate tem lugar no Cine-Teatro, com início às 18h30 e entrada é livre.
                                      
De que forma o sector cultural questiona (ou não) a igualdade de género? De que forma a promove, no contexto laboral, nas suas programações, na forma como comunica? E de que forma contribui para a desigualdade?

«Já pensou porquê é que não há fraldários nos WC Homens nos equipamentos culturais, até nos recém-inaugurados? Porque é que a sinalética do serviço educativo no Museu dos Coches apresenta uma figura feminina acompanhada de crianças? Porque é que um cartaz das Festas de Lisboa deste ano foi considerado, por algumas pessoas, sexista? Se os cursos de artes são maioritariamente frequentados por mulheres, porque será que o sucesso é muito mais visível em artistas masculinos? Sabia que no Porto abriu recentemente a primeira livraria de mulheres e que na mesma cidade foi este ano realizada a primeira edição do Festival Feminista? Como é celebrada a Existência pelo coletivo Rabbit Hole e de que forma se afirma “Sim. A Tudo”?»

Neste debate, pretende-se procurar abordar o tema da igualdade de género de vários pontos de vista, com a ajuda de convidados que também representam meios muito diversos. Loulé contará com a presença de Mirian Tavares, professora universitária, António Lacerda, da Associação Nacional de Designers, Nuno Silva, do Museu de Portimão, e Vítor Palma, artista plástico, numa sessão moderada pela gestora cultural Laura Carlos.

A Acesso Cultura herda e dá seguimento ao trabalho desenvolvido pelo GAM – Grupo para a Acessibilidade nos Museus, criado em 2003 e que funcionou até 2013 como um grupo informal de trabalho. Juntou membros institucionais e individuais, museus e profissionais de museus.

Em junho de 2013, o GAM deu lugar à Acesso Cultura, Associação Cultural. A Acesso Cultura alargou o âmbito da sua ação para todo o sector cultural e tem por objeto a melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural.

No sentido de cumprir sua missão, a Acesso Cultura organiza formações nas áreas ligadas à acessibilidade; realiza auditorias e consultorias técnicas em espaços culturais (em construção ou existentes), no sentido da promoção e aplicação dos princípios de acessibilidade e apoio na implementação das consequentes recomendações; organiza seminários, conferências e workshops, com o objetivo de criar um fórum de debate e de promoção de boas práticas; promove e participa no desenvolvimento de projetos de investigação, aplicada na área de acessibilidade; participa em projetos que procurem promover a reflexão e as boas práticas relativas à acessibilidade; divulga notícias e estudos relativos à acessibilidade; e procura estabelecer relações de cooperação com organismos congéneres, nacionais ou estrangeiros ou outros que se revelem úteis à prossecução dos seus fins.

A Acesso Cultura foi criada por 17 sócios fundadores. Hoje em dia, conta com 102: 91 individuais (profissionais da cultura) e 11 institucionais (museus, teatros, companhias de dança).