sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

FESTIVAL MED É FINALISTA EM 5 CATEGORIAS DOS IBERIAN FESTIVAL AWARDS

Depois de ter vencido em 2017 o prémio de Melhor Festival de Média Dimensão da Península Ibérica, o Festival MED é finalista em 5 categorias na 3ª edição dos Iberian Festival Awards.
O evento que decorre em Loulé no último fim-de-semana de junho vai disputar o prémio final com outros festivais portugueses e espanhóis nas categorias de Melhor Festival de Média Dimensão, Melhor Promoção Turística, Contributo para a Sustentabilidade, Melhor Atuação (Portugal/Espanha) para Ana Moura e Melhor Festival Lusófono e Hispânico, no ano em que pela primeira vez será distinguido um vencedor nesta última categoria.

Mega Churrasco reúne 7 Chefs Internacionais em VRSA

Vila Real de Santo António recebe, no próximo dia 10 de março, sábado, entre as 16h00 e as 22h00, o encontro gastronómico «Bar Beer Cue», evento onde serão confecionadas carnes com técnicas brasileiras e argentinas que têm ganho popularidade além-fronteiras.

Os cabeças de cartaz serão a conceituada chef brasileira Paula Labaki e o vila-realense Samuel Rosa, que irão convidar sete colegas internacionais de diversas nacionalidades para preparar uma iniciativa cujo conceito chega pela primeira vez a Portugal.
O «Bar Beer Cue» terá lugar no Jardim da Avenida da República (frente à capitania e ao Rio Guadiana), em VRSA, e, além da vertente gastronómica, terá uma forte componente visual, já que utilizará várias técnicas de fogo para confecionar os alimentos.
Paula Labaki é chef e fundadora do Catering Lena Labaki e tem apostado sobretudo na cozinha de autor, utilizando técnicas adquiridas e outras que ela mesma desenvolveu, procurando sempre criar um espetáculo artístico e sensorial.
Entre seus clientes há artistas e músicos famosos como o maestro André Rieu, Iron Maiden, Ozzy Osborne, Julio Iglesias e o elenco do Cirque du Soleil.
Já Samuel Rosa é natural de Monte Gordo, Algarve, tendo-se formado na Escola de Hotelaria e Turismo de Faro. Baseado nas suas raízes algarvias, Samuel é um homem apaixonado pela cozinha, a sua e a dos outros, fundindo várias influências nos pratos que idealiza.
É chef residente no «Mèm Restaurante», na localidade de Goldra, Loulé, espaço que se distingue por apostar nos produtos locais e sazonais e numa carta que contém toda a região.
A entrada no evento terá o valor de 10 euros (5 euros para crianças dos 7 aos 12 anos) e permitirá degustar todos os pratos livremente (bebidas não incluídas).
Os bilhetes para o evento podem ser adquiridos à entrada do recinto ou na receção do Centro Cultural António Aleixo (VRSA).

“O Algarve num Copo” desafia os portimonenses a descobrir alguns dos melhores vinhos da região

2 a 11 de março
Portimão e Praia da Rocha

Portimão vai receber de 2 a 11 de março, “O Algarve num Copo”, um evento organizado pela Associação Teia D’Impulsos, que tem como objetivo promover os Vinhos do Algarve, dinamizar a restauração local e fomentar a animação social e cultural na cidade. Os apaixonados pelo vinho serão assim desafiados a descobrir alguns dos melhores vinhos nascidos e criados na região algarvia.
A odisseia tem início no dia 2 de março e prolonga-se até 11 de março, em 13 estabelecimentos aderentes localizados no centro da cidade de Portimão e na Praia da Rocha. Ao longo destes 10 dias de degustação vinícola, a partir das 18h00, cada estabelecimento aderente servirá um copo de um Vinho do Algarve, por si selecionado, bem acompanhado por algo para petiscar, numa oferta surpresa dos anfitriões do “O Algarve num Copo”. Esta ementa terá o preço unitário de 3,50€.

APRESENTAÇÃO DE MAIS UMA EDIÇÃO DA REVISTA AL-‘ULYÀ

Decorre este sábado, 24 de fevereiro, pelas 16h00, no Arquivo Municipal de Loulé, a apresentação pública da Revista Al-‘Ulyà Nº18.
A apresentação vai estar a cargo de Bernardo Vasconcelos e Sousa.
Trata-se de uma publicação de investigação científica interdisciplinar de divulgação cultural da propriedade da Câmara Municipal de Loulé, produzida e editada pelo então Arquivo Histórico Municipal, em 1992. Concebida para um segmento de público especializado, tem a particularidade de atrair também leitores com o interesse comum pelo estudo e conhecimento das Ciências Sociais, das Humanidades e do Património Histórico-Cultural.
Nas últimas duas décadas, a Al- ‘Ulyà permitiu o registo e a difusão sistemática e rigorosa das pesquisas no âmbito da arqueologia, da história local, do património arquitetónico, etnográfico e cultural, alterando positivamente e por completo a forma de encarar as questões do património histórico-cultural que, por mérito próprio, passaram a ocupar um lugar estratégico no desenvolvimento do município.
Recentemente a revista foi disponibilizada na Web como resposta adequada às exigências dos investigadores e do público em geral, mas também, por forma a ampliar a afirmação dos valores da identidade louletana. Neste momento é também possível aceder aos artigos das edições da Revista que se encontram esgotadas, disponibilizadas aos interessados mediante o preenchimento online de um formulário.

Município de Olhão junta-se a missão humanitária da ACASO

A Câmara Municipal de Olhão decidiu juntar-se ao projeto humanitário que está a ser desenvolvido pela ACASO – Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão, junto da população de Vila Nova de Oliveirinha, localidade do concelho de Tábua afetada pelos incêndios de outubro passado.

Na sequência da tragédia ocorrida no dia 15 de outubro de 2017, que destruiu grande parte do património cultural e identitário daquela localidade, a ACASO, através de um grupo de utentes do Centro Comunitário Al-Hain envolvidos no projeto “Lendas e Rendas”, pretende contribuir para a dinamização cultural e artística da região devastada, devolvendo a vida a espaços emblemáticos da vila do distrito de Coimbra que perderam a vivacidade com os incêndios.

Neste sentido, já no início de março, um grupo de utentes do projeto “Lendas e Rendas” vai deslocar-se a Vila Nova de Oliveirinha, para interagir e contribuir, juntamente com a população local, para a criação artística das peças a expor.

Juntamente com esta delegação, segue a ajuda da autarquia, que decidiu contribuir com 60 conjuntos de produtos alimentares tradicionais de Olhão. A par desta colaboração, e em parceria com a Conserveira do Sul, seguem também conservas, que serão, igualmente, entregues à população.

“É um motivo de satisfação imensa constatar o dinamismo e o espírito solidário desta IPSS do concelho, que não ficou indiferente a uma tragédia que aconteceu longe, mas que a todos nos tocou tão de perto”, refere a vereadora Elsa Parreira, acrescentando que “juntamos com todo o prazer o nosso contributo à missão da ACASO, pois não poderíamos focar indiferentes a este esforço tão meritório”.

A autarca remata, agradecendo à empresa Conserveira do Sul, “que, mais uma vez, soube dizer ‘presente’ e juntar à nossa a sua contribuição”.

MUNICÍPIO DE LOULÉ COMEMORA DIA DA PROTEÇÃO CIVIL COM SIMULACRO E MOSTRA DE MEIOS À POPULAÇÃO

No próximo 1 de março, Dia Internacional da Proteção Civil, a Câmara Municipal de Loulé irá assinalar esta efeméride com a realização de um simulacro e de uma exposição.
Pelas 14h00, o Mercado Municipal será palco de um simulacro, enquanto que, a partir das 15h00 e até às 18h00, haverá uma mostra de meios na Praça da República. Nesta exposição estarão representadas as entidades e agentes de proteção civil que integram a Comissão Municipal de Proteção Civil, organismo que assegura que todas as entidades e instituições de âmbito municipal imprescindíveis às operações de proteção e socorro, emergência e assistência previsíveis ou decorrentes de acidente grave ou catástrofe se articulam entre si, garantindo os meios considerados adequados à gestão da ocorrência em cada caso concreto.

Esta atividade tem como objetivo sensibilizar e promover uma cultura preventiva na comunidade, mas também estabelecer uma interação entre a polução, comunidade escolar e todos os organismos que concorrem para a segurança e proteção das populações.

ALGARVE DIVULGA OFERTA TURÍSTICA EM EVENTOS NACIONAIS


  • Bolsa de Turismo de Lisboa, de 28 de fevereiro a 4 de março, FIL
  • Encontro “Desafios da Água”, de 1 a 2 de março, Albufeira
  • Mundo Abreu, de 10 a 11 de março, Lisboa


A Região de Turismo do Algarve (RTA) prossegue a sua estratégia de promoção, marcando presença em março nas principais feiras a nível nacional, com o intuito de divulgar a região e a sua oferta turística, mas também de afirmar o seu papel ativo na proteção e valorização dos seus recursos naturais, junto de turistas e residentes locais. 

É já na próxima semana que o Algarve volta a marcar presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) para apresentar os maiores atrativos turísticos da região aos visitantes, com grande destaque para o Turismo de Natureza, o Turismo Ativo e Desportivo, a Gastronomia e Vinhos e o Turismo Cultural. De 28 de fevereiro a 4 de março, a entidade de turismo estará no Pavilhão 1 da FIL com um novo stand promocional onde estarão representados os 16 municípios da região e 20 unidades hoteleiras e operadores turísticos.

Entretanto, de 1 a 2 de março a RTA participa no encontro “Desafios da Água”, no Palácio de Congressos do Algarve, na Herdade dos Salgados, em Albufeira. Organizada pelas Águas do Algarve (AdA), a iniciativa tem como finalidade promover o debate e a partilha de informação sobre o tema da gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos e dos ecossistemas. 

A RTA surgirá representada na área de exposição com um stand próprio, onde irá distribuir materiais informativos como guias, mapas, folhetos promocionais e mostrar o papel do turismo na proteção dos ecossistemas naturais. Para o presidente da entidade de turismo, Desidério Silva, «a água é um bem estratégico também para o turismo e numa época em que a seca e a falta de água estão iminentes em muitas zonas do país, é fundamental que todos estejamos sensibilizados e atuemos com vista à preservação deste recurso tão importante».

Já nos dias 10 e 11 de março, o Algarve viajará até ao Mundo Abreu 2018 – Viagens de Verão, que decorrerá no Pavilhão 4 da FIL, em Lisboa. A maior feira nacional de venda antecipada de viagens destinada ao público é a ocasião ideal para o Algarve apresentar a sua oferta de verão, que inclui propostas de Sol e Mar, de Turismo Ativo e de Turismo de Natureza, bem como programas culturais, de saúde e bem-estar e gastronómicos. Este ano o Algarve contará com um stand de 18 metros quadrados, onde será possível obter informação turística, guias, mapas e brindes da região. 


«O Algarve continua a ser o destino nacional preferido dos portugueses para as férias de verão. Os turistas nacionais são atraídos pela beleza e qualidade das praias, pela riqueza da gastronomia, pelas paisagens deslumbrantes, a excelente oferta hoteleira e as propostas de animação da região. Em 2017, o Algarve registou um aumento de 3,7% nas dormidas nacionais comparativamente ao ano anterior, e acreditamos que participar em feiras como o Mundo Abreu é uma oportunidade única para potenciarmos o nosso crescimento», afirma Desidério Silva.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Lagoa celebra o dia internacional da Mulher com a participação da rapper Capicua e de Isabel Bartal, socióloga e deputada

CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOA PROMOVE INICIATIVA DEDICADA AO TEMA DA IGUALDADE DE GÉNERO


O próximo dia internacional da Mulher, 8 de março, é comemorado em Lagoa, Algarve, com um conjunto de propostas diferentes e dirigidas a todos os públicos.

O Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Francisco Martins, assinalará o dia com o anúncio da criação do prémio municipal Maria Barroso. Dotado de um valor de 30 mil euros, esta iniciativa da autarquia em parceria com o grupo Vila Vita, pretende destacar contributos para a construção de mais igualdade de género e melhor cidadania.

Outro ponto forte do programa é o debate sobre “Questões de género: fraturantes ou estruturantes?” com a participação da rapper Capicua, da socióloga e deputada cantonal de Zurique, Suíça, Isabel Bartal Abílio que viveu a sua infância e juventude em Lagoa, e uma outra personalidade com responsabilidades no plano nacional. Esperam-se testemunhos vivos num debate que se inicia às 18:00h no Auditório Municipal de Lagoa e é aberto a todos/as.

Esta mesa redonda intitulada “Questões de género –  uma causa fraturante ou estruturante?”  tem como principais objetivos refletir sobre as questões de igualdade de género e cidadania na comunidade local, bem como, aumentar a informação e o conhecimento disponíveis em contexto nacional e internacional, indispensáveis à mudança de atitudes e mentalidades, no que se refere às desigualdades de género. 

Com mais esta iniciativa a Câmara Municipal de Lagoa pretende reforçar o seu investimento na área da Igualdade, Género e Cidadania, já reconhecido a nível nacional por vários parceiros e instituições, e assumido como prioritário para esta gestão autárquica. 

O programa do dia 8 de março de 2018 em Lagoa, conta ainda com um concerto da rapper Capicua, exclusivo para os jovens de Lagoa a acontecer durante a tarde no Centro de Congressos do Arade. À noite, pelas 21:30, na Igreja Matriz de Ferragudo, a entrada também é livre para o “Video Lucem”, um espetáculo de cinema mudo acompanhado de música ao vivo com João Frade e Noiserv.

Integrado no mesmo programa, a 7 de março pelas 16:00h, acontece na Biblioteca Municipal uma conversa aberta ao público com Maria Helena do Carmo, a autora do livro “A Mulher e o Amor”.

Já a 4 de março, pelas 21h30, no Convento S. José, o programa das Comemorações do 8 de março começa com música de Ensemble com  "Les Violons d'Alienor", grupo de música de antiga do Conservatório Superior de Música Pôle Alienor de Poitiers, França. A entrada também é livre. 


Ao mesmo tempo que presta uma homenagem a todas a Mulheres durante esta semana a Câmara Municipal de Lagoa procura reforçar a sua posição interventiva na matéria em questão, no ano em que se se comemoram 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um documento inspirador de novas atitudes e mudanças nas áreas da Igualdade, Género e Cidadania. 

CONCERTOS PARA BEBÉS NO CINE-TEATRO LOULETANO PELA COMPANHIA MUSICALMENTE





Num absoluta estreia no Algarve, a prestigiada Companhia Musicalmente apresenta no Cine-Teatro Louletano dois concertos para bebés no dia 25 de fevereiro, pelas 10h00 e 11h30, os quais marcam o início de uma colaboração de continuidade entre a referida Companhia e o Cine-Teatro no âmbito da aposta estratégica deste, em termos programáticos, na área da arte para a primeira infância. 

Sobre estes concertos diz-nos a Companhia: “São saxofones, clarinetes e berimbaus. Também cavaquinhos e outros sons da terra. Muitas chupetas, sorrisos e olhos de espanto. Viagens por Mozart, Bach e Monteverdi, que embalam avós ao colo dos netos. Um acordeão espreita uma bailarina atrevida. Os cantos não têm palavras, mas estas contam muito pouco das emoções partilhadas entre intérpretes e bebés. Há quem chegue em busca do efeito Mozart ou de uma história musical, encontra um silêncio cheio de sons. Às vezes um pássaro. Há quem entre em palco com vontade de dançar e bater palmas, e surpreende-se com a vontade de contemplar. Os olhos abraçam ouvidos e aninham-se perante aquelas fadas que cantam músicas diferentes. Num ápice, intenso, acabou-se o concerto.”

Cada concerto tem a duração de 45 minutos, destina-se a bebés dos 0 aos 36 meses (e seus pais) e tem um custo associado por bebé de 3 euros. A lotação é limitada e cada concerto implica inscrição prévia, limitada: cinereservas@cm-loule.pt / 289414604.

Para mais informações e reservas os interessados podem contactar o Cine-Teatro Louletano pelo telefone 289 414 604 (terça a sexta-feira, das 13h00 às 18h00) ou pelo email cinereservas@cm-loule.pt. Além disso, podem consultar a sua página de facebook – www.facebook.com/cineteatrolouletano ou o seu

Autarcas, associações empresariais e movimentos ambientalistas exigem cancelamento imediato do furo de prospecção de petróleo ao largo de Aljezur

Foto: Click Time Photo®


O Secretário de Estado da Energia, Dr. Jorge Seguro Sanches, em 8 de Janeiro passado, tomou a decisão de prolongar o contrato de pesquisa de petróleo do consórcio ENI/Galp nas concessões “Lavagante”, “Santola” e “Gamba”, no Oceano Atlântico, até final de 2018, o que inclui a realização de um furo de prospecção a cerca de 40 quilómetros a Oeste de Aljezur, que o consórcio ENI/GALP anuncia para Maio de 2018.
Os autarcas do Algarve e do Alentejo, as associações empresariais do Algarve, a Região de Turismo do Algarve, em conjunto com associações e movimentos da sociedade civil que sempre se manifestaram contra a prospecção de petróleo em Portugal, consideram que, por razões políticas e legais, não aceitam que a anunciada prospecção avance, pelas seguintes razões:
  1. A consulta aos municípios da linha costeira associada ao local de prospecção em offshore, em cumprimento da Lei nº 82/2017, de 18 de agosto, traduziu-se numa RECUSA unânime e clara da realização do furo ao largo de Aljezur; é da mais elementar justiça, e em cumprimento do espírito da lei, que o poder político respeite a decisão das autarquias; aliás, aquando da consulta pública da atribuição do respectivo TUPEM (Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo), o Estado desprezou a opinião dos mais de 40.000 cidadãos que se pronunciaram contra a sua atribuição numa manifestação clara de repúdio desta actividade na costa Portuguesa; muito mal fica o Governo e a democracia se, sucessivamente, faz exactamente o contrário do que as consultas públicas revelam. Consideramos que num estado de direito que prima por processos democráticos, não existem condições políticas para suportar o furo ao largo de Aljezur

  1. A Lei nº 37/2017, de 2 de junho impõe a realização de uma avaliação de impacte ambiental para a pesquisa de hidrocarbonetos, considerando que “não pode ser dada permissão administrativa para a passagem a fases subsequentes de actividade previstas no Decreto-Lei n.º 109/94, de 26 de abril, no âmbito de contratos já celebrados ou de licenças atribuídas, sem que sejam cumpridas as obrigações previstas na presente lei e no regime jurídico da avaliação de impacte ambiental (AIA), sem prejuízo do cumprimento das demais obrigações legais ou contratualmente estabelecidas”. Consideramos uma exigência legal a realização da AIA das actividades associadas ao furo de prospecção previsto para cerca de 40 km a Oeste de Aljezur. A AIA veicula segurança e transparência, devida à tecnicidade que implica e à publicidade que pressupõe; no estádio de discussão do problema da exploração de petróleo em Portugal, é da máxima conveniência política proporcionar este instrumento. Os prazos de realização da AIA incluindo a necessária discussão pública, não são compatíveis com a realização do furo nos próximos meses, como já anunciado pelo consórcio;

  1. Está ainda em curso no respetivo tribunal a avaliação de uma providência cautelar interposta pela PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo, devendo aguardar-se o seu desfecho; aliás, este facto contraria os argumentos dados pelo Senhor Secretário de Estado da Energia que o usou para justificar a sua decisão. Consideramos que não existem condições legais para que o furo avance.

A decisão do Secretário de Estado da Energia foi absolutamente lamentável e incompreensível porque desperdiçou uma oportunidade única de cancelar, de uma vez por todas, uma opção errada e danosa para o País, pelas seguintes razões:
    1. a actividade de prospecção ao largo de Aljezur, e a respetiva futura exploração de hidrocarbonetos, implicaria riscos objetivos para toda a faixa costeira, comprometendo a riqueza ambiental e ecológica, nomeadamente os stocks de peixe, o que alteraria o paradigma de desenvolvimento da região, colocando em causa várias atividades, como o turismo e a pesca, entre outras.

    1. a actividade de prospecção ao largo de Aljezur, e a respectiva futura exploração de hidrocarbonetos, comprometeria irremediavelmente a imagem de excelência que a actividade do turismo detém na região, e que tão importante tem sido para a recuperação económica do País.

    1. adicionalmente, os contratos de exploração de petróleo e gás, que se seguiriam à actividade de prospecção, não são um bom negócio para Portugal, não só porque os lucros da exploração pertenceriam integralmente às empresas petrolíferas envolvidas e expatriados, pois não só o capital envolvido é maioritariamente estrangeiro, como as receitas previstas para Portugal são insignificantes. Acresce que, caso ocorresse um acidente ambiental grave (um cenário extremo que não pode ser descartado), a economia nacional - incluindo sectores público e privado - teria de suportar custos avultados e perdas de receita no turismo, na pesca e noutras actividades. 

    1. além do mais estamos a perder um tempo precioso para captar investimento para o sector das energias renováveis, rentável e criador de emprego e no qual o País já tem antecedentes internacionalmente reconhecidos.

    1. em suma, trata-se de uma decisão injustificável porque contraria o interesse público.

A decisão anunciada pelo Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, em 2016 na Conferência do Clima em Marraquexe de fazer evoluir a economia Portuguesa para uma economia sem emissões de CO2 até 2050, e o subsequente trabalho de preparação do Roteiro para a Neutralidade carbónica da economia Portuguesa até 2050 que está de momento a ser desenvolvido (http://descarbonizar2050.pt), aliás financiado pelo Ministério do Ambiente, vai em sentido completamente oposto ao que a decisão do Secretário de Estado da Energia pressupõe. O Governo português não pode, ao mesmo tempo, trabalhar para uma economia sem emissões e dar luz verde a atividades que são as responsáveis pelo agravamento do efeito de estufa, não respeitando os Acordos Internacionais que ratificou. Não existe por isso coerência política na decisão do Senhor Secretário de Estado da Energia, que desmente e contraria as afirmações e as decisões do Senhor Primeiro-Ministro

Assim, as autarquias, associações empresariais, Região de Turismo do Algarve, associações e movimentos da sociedade civil, reunidos em Loulé a 22 de Fevereiro, para além de considerarem que a decisão tomada pelo Senhor Secretário de Estado da Energia é inaceitável e gravosa pelos motivos apresentados, vêm exigir o cancelamento imediato da autorização dada à realização do furo ao largo de Aljezur.
O presente texto será enviado formalmente ao Senhor Presidente da República, ao Senhor Primeiro-Ministro, e aos Senhores Ministro do Ambiente e Ministro da Economia. O conjunto de autarcas, associações ambientalistas e empresariais e demais movimentos vão pedir HOJE uma audiência ao Senhor Primeiro-Ministro com carácter de urgência.

Loulé, 22 de fevereiro de 2018

ACRAL – Associação do Comércio e Serviços do Algarve
AHETA - Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve 
AIHSA – Associação dos Industriais de Hotelaria e Similares do Algarve
ALA – Alentejo Litoral pelo Ambiente
Almargem
ASMAA - Algarve Surf And Marine Activities Association
Associação A ROCHA
Baixo Guadiana Renovável
CEAL – Confederação de Empresários do Algarve
Climáximo
Futuro Limpo
Grupo STOP Petróleo Vila do Bispo
MALP – Movimento Algarve Livre de Petróleo
NERA – Núcleo Empresarial da Região do Algarve
PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo
Preservar Aljezur
Presidente da Câmara Municipal de Albufeira
Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim
Presidente da Câmara Municipal de Aljezur
Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim
Presidente da Câmara Municipal de Faro
Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Presidente da Câmara Municipal de Lagos
Presidente da Câmara Municipal de Loulé
Presidente da Câmara Municipal de Odemira
Presidente da Câmara Municipal de Olhão
Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel
Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes
Presidente da Região de Turismo do Algarve
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Tavira em Transição
The Climate Reality Project em Portugal

ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

10 dias de animação para todos os gostos na Feira de S. Martinho em Portimão


355.ª Feira de São Martinho decorre de 3 a 12 de novembro no Parque de Feiras e Exposições de Portimão, com dois dias especiais dedicados à Juventude e à Família
Entre 3 e 12 de novembro, Portimão cumpre a tradição e festeja o São Martinho com a 355ª edição da Feira de São Martinho, o mais antigo evento popular que se realiza em Portimão e que remonta ao ano de 1662.
Neste que é um dos polos incontornáveis de animação outonal no concelho, e que volta a ter lugar, como habitual, no Parque de Feiras e Exposições de Portimão, não vão faltar as tradicionais castanhas assadas, as farturas, as pipocas, o pão com chouriço e outros petiscos tentadores nos bares e tasquinhas existentes no recinto, assim como vários espaços de animação com jogos diversos, ‘carrinhos de choque’ e carrosséis, numa feira que promete fazer as delícias de crianças e adultos.
A edição deste ano volta a contar com dois dias temáticos – 8 e 12 de novembro – escolhidos conjuntamente por expositores e organização, com o intuito de aplicar preços especiais nos divertimentos. O dia 8 destina-se a crianças e jovens (dia da juventude), enquanto o último dia da feira é dedicado à família (dia da família).
No interior do Portimão Arena, durante este mesmo período, entre as 15h00 e as 24h00 à sexta-feira e ao sábado, e entre as 15h00 e as 23h00 de domingo a quinta-feira, decorrerá uma exposição automóvel a cargo das marcas Audi, Citroën, Dacia, Fiat, Fiat Profissional, Ford, Hyundai, Jeep, Kia, Mazda, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault, Seat, Skoda e Volkswagen, e de motos Yamaha.

Horário de funcionamento da Feira
No primeiro dia, 3 de novembro, a Feira de São Martinho poderá ser visitada das 16h00 à 1h00, no dia 4 de novembro funcionará das 10h00 à 1h00, entre 5 e 9 de novembro abre portas das 10h00 às 24h00 e nos dias 10 e 11 de novembro abre das 10h00 à 1h00. No derradeiro dia, 12 de novembro, a Feira funcionará das 10h00 às 23h00.
Acessos à Feira
Em termos de acessos ao certame, encontra-se aberta a entrada sul do Parque de Feiras e Exposições, através da zona ribeirinha de Portimão, junto à ponte ferroviária, numa área onde existem diversos espaços de estacionamento, e a já habitual entrada norte, para quem venha do Largo Gil Eanes ou das Cardosas.
Outra forma de chegar à Feira de São Martinho será pela rede de transportes urbanos Vai e Vem, que tem paragens nas Cardosas, no Parque de Feiras e Exposições e no Largo do Dique, podendo os horários e demais informações ser consultados em www.vaivem.pt.

"OPERAÇÃO MONTANHA VERDE": 5 MIL ÁRVORES PLANTADAS EM LOULÉ

O Município de Loulé associa-se à segunda edição da “Operação Montanha Verde”, campanha desenvolvida pelo Zoomarine, e no próximo dia 9 de novembro serão plantadas 5 mil árvores em Loulé.

Esta ação decorre na Lagoa de Monprolé (37º08'40''N 8º03'09''O), freguesia de S. Sebastião, com início às 9h00, prolongando-se até às 17h00 ou até haver árvores para plantar. Para além das árvores, o Zoomarine disponibilizará também as ferramentas necessárias à plantação (luvas, pás, enxadas, entre outras).

Os voluntários poderão viajar nos autocarros do Zoomarine (saída às 08h15, desde o parque de estacionamento do Zoomarine, e desde a Universidade do Algarve - Campus de Gambelas, também pelas 08h15) ou ir diretamente para o local.

Aos participantes será oferecido um almoço-volante e uma t-shirt aos primeiros 150 voluntários inscritos. As inscrições poderão ser feitas através do email algarve@zoomarine.pt ou através da página de Facebook do Zoomarine

Os interessados poderão ajudar durante o tempo que tiverem disponibilidade ou, idealmente, durante toda a ação (com intervalo para almoço).
 
Este ano, a Together We Protect do Zoomarine irá duplicar o número e árvores e os locais de plantio. Para além do Concelho de Loulé esta ação decorrerá também em Silves, totalizando a plantação de 10 mil árvores.


Para além do pequeno contributo para ajudar a reflorestar Portugal depois dos violentos incêndios que devastaram o País, esta iniciativa pretende ainda sensibilizar a população para a importância de cuidar do nosso património ambiental o que será determinante para a sustentabilidade do futuro coletivo.


Recorde-se que esta ação vai ao encontro da política ambiental que tem sido seguida pelo Município de Loulé. Para além destas árvores que serão plantadas no âmbito da “Operação montanha Verde”, ao longo de 2017 e até ao final do ano terão sido plantadas em todo o Concelho mil árvores.